terça-feira, 31 de maio de 2011

Agônica.

Saquei-me abatido no meio da rua
Alcoolizado e atraído pela imensa lua
Colhendo flores nas árvores
Cheiro, e, jogo para os ares
Pois quem não tem par e nem azes
Colhe flores para os parques.

Escutastes por aí, que nada é pra sempre
Pois ainda bem que a vida é breve, e a gente nem sente.
Mas aí, sem muita melancolia
Digo-te que a vida é uma agonia
Que rondastes a tristeza e a alegria (Que anti-ética!)
Tirando-me o sossego dia-a-dia
Como uma ferida diabética.

Como um vício de amar
Uma mulher a cada amanhecer
E pensar em não querer
Pensar em te querer sem par.

E só de pensar no fim
Me da calafrios de solidão
Imagine que escuridão
Nos mares das almas sutis.

Como um vício de querer
Tudo o que já tem um par
E deixar a desejar sem mesmo se tocar
Que nada disso leva a crer.

Mas aí, sem muita melancolia
Vou colhendo as flores para que um dia
Eu tenha para quem dar...
Enquanto não, vou deixando-as pelo chão
Marcando os meus caminhos de solidão
Quem saiba alguém irá se tocar.

Assis, Giovane.

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